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Carlos Brandão

Atualizado: 18 de out. de 2022


Declaração


Em sabatina realizada na TV Cidade, no dia 5 de setembro, a 02’12’’, o candidato ao governo Carlos Brandão (PSB) afirmou que no ano da Covid-19 (subentende-se o ano em que explodiu a pandemia, em 2020), o Maranhão gerou 43 mil empregos formais. Rumbora Marocar bem isso aí! https://www.youtube.com/watch?v=3N9r7VY0wWQ


Candidato Carlos Brandão em entrevista à TV Cidade FOTO: Reprodução - canal do YouTube

Verificamos


TODO ATRAPALHADO (CONTRADITÓRIO): Segundo dados divulgados pelo Painel de Informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Governo Federal, o Maranhão gerou de janeiro a dezembro de 2020, ano em que explodiu a pandemia da Covid-19, 16.499 empregos. Nesse período, houve 168.499 admissões e 152.000 desligamentos no estado. Em abril, um mês após ser decretado estado de emergência, foi registrado o pior período de demissões, com 6.901 desligamentos.

O total de 43.455 empregos, citado pelo candidato, foi gerado no ano de 2021, o segundo em estágio de pandemia. No entanto, apesar da alta, em relação ao ano anterior, o Maranhão apresentou desemprego recorde no 2º trimestre do ano passado, segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE. Ao todo, o número de desocupados atingiu 17,2% da população em idade de trabalhar. Em comparação com o trimestre anterior, que já tinha a maior taxa registrada até então, o aumento foi de 0,2%.

A taxa de desocupação de 17,2% foi a maior desde o início da série do IBGE, contando a partir do 1º trimestre de 2012. Em números absolutos, no 2º trimestre do ano passado eram 457 mil pessoas desempregadas em todo o estado, o que corresponde a um aumento de 20,4% em relação ao mesmo período de 2020.

Na lista do IBGE para este segundo trimestre de 2021, o Maranhão ficou atrás apenas de estados como Pernambuco (21,6%), Bahia (19,7%), Sergipe (19,1%), Alagoas (18,8%) e Rio de Janeiro (18%). Em 14 estados brasileiros o nível de ocupação ficou abaixo de 50%. No Brasil, a taxa de desemprego era de 14,1%.

A Pnad Contínua também destacou o contingente de trabalhadores por conta própria. O Maranhão era o estado com a maior taxa de informalidade entre todos os estados do país no 2º trimestre, na comparação com o 1º trimestre de 2021.

Segundo o levantamento, o Maranhão possuía uma taxa de informalidade de 60,5%, junto com o estado do Pará, que também registrou 60,5%. O índice de informalidade para o Brasil foi de 40,6% da população ocupada.

Portanto, apesar de Carlos Brandão ter acertado ao falar que em ano de pandemia foi gerado 43 mil empregos formais, a realidade é que mesmo com a alta de em relação a 2020, primeiro ano de pandemia, a quantidade de pessoas com 14 anos ou mais que não trabalharam, procuraram trabalho e estavam disponíveis para assumir um posto de trabalho foi a pior registrada desde 2012.

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